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13 setembro 2011

TRACOMA, doença oftalmológica altamente contagiosa – JÁ OUVIU FALAR?

O tracoma é a doença de maior disseminação no mundo estima-se que 41 milhões de pessoas são afetadas por ela. Constitui-se uma importante causa de cegueira, sendo responsável por aproximadamente 1,3 milhão dos casos de cegueira.


O tracoma é uma ceratoconjuntivite crônica, isto é, afeta a conjuntiva e a córnea. Seu agente etiológico é a bactéria Chlamydia trachomatis sorotipo A, B ou C. Trata-se da 2º maior causa de cegueira evitável.

O homem com infecção ativa na conjuntiva ou outras mucosas é o principal reservatório da doença.

As infecções, repetidas ao longo dos anos, podem evoluir para a formação de cicatrizes que levam à cegueira. Crianças de até dez anos de idade e com infecção ativa são os principais reservatórios do agente etiológico nas populações onde o tracoma é endêmico.

A principal forma de transmissão é a direta, mão-olho-mão; outra forma é a indireta, por objetos contaminados (toalhas, lenços, fronhas). A transmissão só é possível quando existirem as lesões ativas, sendo maior no início da doença, e quando existirem infecções bacterianas associadas.

O tracoma é geralmente descrito em locais com precárias condições de vida, com inadequadas condições de habitação, grande concentração populacional, precariedade do saneamento básico e baixos níveis educacionais e culturais. Atinge, mais freqüentemente, populações rurais pobres em áreas quentes e áridas de países em desenvolvimento.

Outros fatores também relacionados à presença de tracoma em uma comunidade são presença de insetos vetores, deslocamentos populacionais e presença de outras doenças oculares.

No inicio, o paciente pode apresentar fotofobia, lacrimejamento e sensação de “areia nos olhos”, com ou sem secreção purulenta em pequena quantidade (somente haverá grande quantidade de secreção purulenta quando houver outra conjuntivite bacteriana associada ao tracoma). Outro sintoma é a triquíase, uma doença que consiste no desvio do crescimento das pestanas/cilios para dentro, ou seja, em direcção ao globo ocular. A consequência mais comum é a irritação permanente da conjuntiva bulbar e da córnea, podendo resultar em conjuntivite ou ceratite.

A Organização Mundial de Saúde está propondo a Eliminação Mundial do Tracoma como causa de Cegueira até 2020. Para alcançar a meta de eliminação tem preconizado uma estratégia denominada “SAFE” (S – Cirurgia de Triquíase, A – antibióticos, F – limpeza da face e E – saneamento).
O tratamento depende da gravidade do tracoma. Poderá ser tópico, uso de pomadas e colírios; sistêmico, com uso de antibiótico via oral.

Ainda que todos os indivíduos sejam suscetíveis à doença, a infecção ou a reinfecção vai depender das condições do meio em que vivam. Independentemente do meio, algumas atitudes e práticas podem ser adequadamente trabalhadas pela Educação em Saúde.

Referencias

BEPA – Boletim Epidemiológico Paulista. Tracoma no estado de São Paulo. São Paulo, n.1, v.7, 2004. Disponível em: http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa7_tracoma.htm

BRASIL. Ministério da saúde. Manual de Controle do Tracoma / elaborado por Oswaldo Monteiro de Barros... [et al]. . Brasília : Ministério da Saúde : Fundação Nacional de Saúde, 2001. 56 p. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_tracoma.pdf.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. –
8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf.

CHINEN, Nilton H et al. Aspectos epidemiologicos e operacionais da vigilancia e controle do tracoma em escola no Municipio de Sao Paulo, Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2006; 15(2) : 69 – 75. disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/6artigo_aspectos_epidemio_operacionais.pdf

LUCENA, Abrahão da Rocha; CRUZ, Antônio Augusto Velasco e; AKAISHI, Patrícia. Epidemiologia do tracoma em povoado da chapada do Araripe - CE. Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo, v. 73, n. 3, June 2010 . Available from .

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