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DIVULGUEM - Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar

20 setembro 2011

ANSIEDADE é bom ou ruim?

Imagem google



Digamos que tudo precisa de equilíbrio.

Em nosso contato com a realidade, é comum desenvolvermos sentimentos de felicidade e gratidão diante de sucessos e sentimentos de decepção e sofrimento diante de nossos insucessos. Diante de nossos sofri¬mentos passamos a detectar como "perigo" tudo aquilo que ameace nossa segurança e tranquilidade, seja real ou imaginário. Costumamos também desenvolver uma série de reações diante das situações que julgamos ameaçadoras, reações às quais chamamos ansiedade.

Ansiedade está intimamente ligada às situações de mudança, uma vez que teremos de sair do ritmo com o qual estamos acostumados, o que mexe com nossa segurança. Por isso, todos nós experimentamos ansiedade em vários momentos de nossas vidas. Ansiedade é uma emoção normal, como a tristeza ou a alegria e até um certo ponto desejável, visto que pode estimular a inteligência e a criatividade, além de nos impulsionar para mudanças necessárias.


Podemos dizer que a ansiedade torna-se um transtorno quando mantém seu grau elevado por um período mais prolongado do que, por exemplo, alguma situação de crise que estejamos passando, e/ou quando se toma incapacitante, dificultando ou impossibilitando nossas atividades cotidianas.

 A ansiedade inadequada/patologica pode ser caracterizada de diversas formas, como por exemplo: fobia especifica, medo de um determinado estimulo (animais, altura, sangue...), fobia social (medo de ser avaliado negativamente por outras pessoas), transtorno do panico (medo das sensações fisicas da ansiedade), entre outros.


A ansiedade apresenta reações emocionais e fisiológicas.


As reações emocionais são ligadas ao medo e se apresentam como desconforto, intranquilidade, apreensão. A ansiedade difusa se manifesta no indivíduo que interpreta uma grande variedade de situações como ameaçadoras e apreensão por provável resultado desfavorável, o indivíduo tende a se deter aos aspectos negativos e ameaçadores das situações do cotidiano. Inclui-se, ainda, tensão, inquietação interna, opressão e desconforto subjetivo, preocupações exageradas, insônia, insegurança, irritabilidade, desconcentração, desrealização, despersonalização (ruptura com a personalidade), etc.

 As reações fisiológicas são ligadas à tensão e aparecem como sudorese, taquicardia, opressão no tórax ou epigastro, dores musculares, cefaléia, boca seca, queimação no estômago, ou ainda diarréia, náuseas, vômito, tonturas, turvação na vista.

Como os sintomas são diversos, podendo sugestionar outras patologias, o trabalho inicial do médico está em excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes aos causados pela ansiedade patológica. Para tanto, alguns exames clínicos podem ser necessários, porém o mais importante é o relato detalhado de informações colhidas do paciente durante a consulta/anamnese.


Referencias

 PEREIRA, André L.S.. Construção de um protocolo de tratamento para o transtorno de ansiedade generalizado. Dissertação de mestrado – UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2005.  Disponivel em: http://teses.ufrj.br/IP_m/AndreLuizDosSantosPereira.pdf


AMBAN – Ambulatório de Ansiedade. Transtornos de ansiedade.  http://www.amban.org.br/profissionais/introducao.asp?hyperlink=introducao




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