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26 agosto 2011

HANSENIASE tem CURA – com diagnostico precose e tratamento.

Imagem google

A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procede da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença.

A Hanseníase apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção no Brasil, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Essas regiões concentram 53,5% dos casos detectados em apenas 17,5% da população brasileira.

Um dos indicadores epidemiológicos mais importantes em termos da sinalização de dinâmica de transmissão recente é a ocorrência de casos em menores de 15 anos de idade.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) em todo o mundo 249.007 casos novos foram diagnosticados em 2008. O Brasil contribuiu com 39.047 (15,7%) desses casos, de acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde (MS).

É uma doença infecto-contagiosa, que passa de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para outra. Possue evolução lenta, demora de 2 a 7 anos, em geral, para aparecerem os primeiros sintomas. Apresenta sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés.
Pode atingir criança, adultos e idosos de todas as classes sociais, desde que tenham um contato intenso e prolongado com bacilo.
Um dos primeiros efeitos da hanseniase, devido ao acometimento dos nervos, é a supressão da sensação térmica, ou seja, a incapacidade de diferenciar entre o frio e o quente no local afetado. Mais tardiamente pode evoluir para diminuição da sensação de dor no local.
Agente etiológico - A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo Hansen. É um parasita intracelular obrigatório, com afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos.


O M. leprae tem alta infectividade e baixa patogenicidade, ou seja, muitas pessoas são infectadas, no entanto poucas adoecem.


Reservatório - O ser humano é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados – o tatu, o macaco mangabei e o chimpanzé. Os doentes com muitos bacilos (multibacilares-MB) sem tratamento – hanseníase virchowiana e hanseníase dimorfa – são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar de cerca de 10 milhões de bacilos presentes na mucosa nasal).
Modo de transmissão - Contato íntimo e prolongado de indivíduos susceptíveis com pacientes bacilíferos não tratados. A mais provável porta de entrada no organismo são as vias aéreas superiores, o trato respiratório. Como o período de incubação é longo, os sintomas, após a contaminação, podem demorar meses, 5 anos ou mais para aparecer, possui um período de multiplicação longo.


Sinais e sintomas dermatológicos - Manifesta-se através de lesões de pele que apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade. A sensibilidade nas lesões pode estar diminuída (hipoestesia) ou ausente (anestesia), raro, mas também haver aumento da sensibilidade (hiperestesia). As lesões podem estar localizadas em qualquer região do corpo, mucosa nasal, cavidade oral. Locais mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. A alteração de sensibilidade é uma característica que diferencia das lesões de pele provocadas por outras doenças dermatológicas.


Sinais e sintomas neurológicos - Dor e espessamento dos nervos periféricos. Perda de sensibilidade nas áreas inervada por esses nervos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Perda de força nos músculos inervados por esses nervos, principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores. Neurite um processo agudo com dor intensa e edema.

As formas de manifestação clínica da hanseníase são quatro: indeterminada, tuberculoide, virchowiana e dimorfa (classificação de Madri). A partir da forma indeterminada, a hanseníase pode evoluir para as demais formas clínicas.

Forma indeterminada - Áreas de hipo ou anestesia, manchas hipocrômicas (manchas claras), com ou sem diminuição da sudorese e rarefação de pelos. Não há comprometimento de nervos.
Baciloscopia: negativa.

Forma tuberculoide - Placas eritematosas (manchas vermelhas) eritemato-hipocrômicas, bem definidas, hipo ou anestésicas, comprometimento de nervo.
Baciloscopia: Negativa.

Forma virchowiana - Eritema e infiltração difusa, placas eritematosas infiltradas e de bordas mal definidas, tubérculos e nódulos com alteração de sensibilidade. Esta forma constitui uma doença sistêmica com manifestações mucosas e viscerais importantes, especialmente nos episódios reacionais, onde olhos, testículos e rins, entre outras estruturas, podem ser afetados.
Baciloscopia: Positiva (basilos abundantes)

Forma dimorfa - clinicamente oscila entre as manifestações da forma tuberculoide e as da forma virchowiana. Pode apresentar lesões de pele, bem delimitadas, com pouco ou nenhum bacilo, e lesões infiltrativas mal delimitadas, com muitos bacilos. Uma mesma lesão pode apresentar borda interna nítida e externa difusa. O comprometimento de nervos e os episódios reacionais são frequentes, podendo esse paciente desenvolver incapacidades e deformidades físicas.

Baciloscopia : Positiva (bacilos raros ) ou Negativa.

Diagnostico – O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, e é realizado por meio da análise da história e das condições de vida do paciente, do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).

Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige exame criterioso, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Recomenda-se aplicar o Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Casos de Hanseníase em Menores de 15 anos - PCID < 15, conforme Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, 2009 (Anexo II).

A classificação operacional do caso de hanseníase, visando definir o esquema de tratamento com poliquimioterapia é baseada no número de lesões cutâneas, de acordo com os seguintes critérios:

PAUCIBACILAR (PB) - casos com até cinco lesões de pele; e MULTIBACILAR (MB) - casos com mais de cinco lesões de pele.

A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), sempre que disponível, deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos como PB ou MB.
A baciloscopia positiva classifica o caso como MB, independentemente do número de lesões. Observe-se que o resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de hanseníase.

Tratamento - O tratamento da hanseníase é ambulatorial, utilizando-se os esquemas terapêuticos padronizados de acordo com a classificação operacional. Sendo: Paucibacilares: rifampicina, dapsona; Multibacilares: rifampicina, dapsona e clofazimina.
O tratamento é um direito de todo cidadão e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde SUS.


Vacina BCG - Aplicação da vacina BCG-ID nos contatos intradomiciliares, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, independentemente de serem PB ou MB, depende da historia vacinal, com as seguintes recomendações:
Sem cicatriz – prescrever uma dose.
Com uma cicatriz de BCG – prescrever uma dose.
Com duas cicatrizes de BCG – Não prescrever dose.

Prevenção de incapacidades - A prevenção de incapacidades é uma atividade que se inicia com o diagnóstico precoce, tratamento com PQT, exame dos contatos e BCG, identificação e tratamento adequado das reações e neurites e a orientação de autocuidado, bem como dar apoio emocional e social. A avaliação neurológica, classificação do grau de incapacidade, aplicação de técnicas de prevenção e a orientação para o autocuidado são procedimentos que precisam ser realizados nas unidades de saúde.


Estas medidas são necessárias para evitar seqüelas, tais como: úlceras, perda da força muscular e deformidades (mãos em garra, pé caído, lagoftalmo). Recomendam-se o encaminhamento às unidades de referencia os casos que não puderem ser resolvidas nas unidades básicas.
Indivíduos após 15 dias de tratamento ou já curados não transmitem mais a doença.
Indenização às vítimas no Brasil.


De acordo com o decreto federal 6.168, de 24 de julho de 2007, os pacientes internados compulsoriamente e isolados em hospitais colônias de todo o país, até o ano de 1986, terão direito à pensão vitalícia mensal no valor de 750 reais. Para receber o benefício, os pacientes precisam apresentar documentos que comprovem a internação compulsória e preencher um requerimento de pensão especial. O recurso será pago pelo INSS.


CONCLUSÃO
A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer graves conseqüências para os portadores pelas lesões que os incapacitam fisicamente. O tratamento é longo e deve ser seguido conforme orientações médicas, pois o abandono pode resultar em reinicio do tratamento ou complicações incapacitantes.
O tratamento é um direito de todo cidadão e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS.

REFERENCIAS


BRASIL. Hanseníase – CID 10:30A. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual_hanseniase.pdf
BRASIL. DECRETO Nº 6.168, DE 24 DE JULHO DE 2007. Brasília, 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6168.htm.
MINISTÉRIO DA SAUDE. PORTARIA Nº 3.125, DE 7 DE OUTUBRO DE 2010. Brasília, 2009. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_n_3125_hanseniase_2010.pdf.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de procedimentos técnicos em Hanseníase Baciloscopia. Brasília, 2010. Disponível Em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_hanseniase_10_0039_m_final.pdf

MINISTÉRIO DA SAUDE. Vigilância em Saúde: situação epidemiológica da hanseníase no Brasil. Brasília, 2008. disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_novembro.pdf

Um comentário:

  1. A falta de informação e o preconceito, são os maires responsáveis pela propagação de muitas doenças.
    Bjux

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