ALMAS ESPECIAIS

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DIVULGUEM - Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar

16 setembro 2011

ESCORE DE FRAMINGHAM - FAÇA O TESTE e veja qual o seu risco estimado para desenvolver doenças cardiovasculares.


Mais importante do que diagnosticar no indivíduo uma patologia isoladamente, seja diabetes, hipertensão ou a presença de dislipidemia, é avaliá-lo em termos de seu risco cardiovascular, cerebrovascular e renal global. O escore de Framingham estima o risco de uma pessoa apresentar doenças cardiovasculares nos próximos 10 anos.

Para estimar mais precisamente esse risco podem-se usar escores de predição. No Brasil recomenda-se aplicar o modelo de Framingham, utilizado no Manual de Capacitação dos Profissionais de Saúde da Rede Básica, revisto em 2005.

Para o cálculo do Escore de Framingham inicialmente são coletadas informações sobre idade, LDL-C, HDLC, pressão arterial, diabetes e tabagismo. A partir da soma dos pontos de cada fator são estimados os riscos cerebrovasculares MAIORES em 10 anos.


Os chamados eventos Cerebrovasculares Maiores incluem o Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Morte por causa Vascular.

Em termos práticos, costuma-se classificar os indivíduos em três níveis de risco - baixo, moderado e alto.

Essa classificação deve ser repetida a cada 3 e 5 anos ou sempre que eventos clínicos apontarem à necessidade de uma nova avaliação.

A partir da identificação de risco, são recomendadas medidas adequadas para o nível de risco estimado que incluam mudanças na alimentação, interrupção do tabagismo, combate ao sedentarismo e nos casos de risco elevado, a equipe de saúde deve prescrever determinados medicamentos.

Faz parte ainda do processo terapêutico o desenvolvimento de Educação em Saúde para os usuários e a comunidade que favorecem a adesão ao tratamento e dão suporte a mudanças de estilo de vida que possibilitam redução ou até reversão do quadro e melhor qualidade de vida.


Orientações:

Deixar de Fumar;
  • Fazer uma alimentação saudável com a redução da ingestão de Sal, Gorduras e Açúcares;
  • Manter o peso ideal;
  • Praticar Atividade Física, pelo menos 30 min por dia, 5 dias na semana;
    Manter sua Pressão Arterial dentro da faixa de normalidade.






Referencias

BRASIL. Ministério da saúde. DAB – Departamento de atenção básica. Escore de Framingham. Disponível em: http://dab.saude.gov.br/cnhd/score_framingham.php.

 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Prevenção clínica de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. - Brasília : Ministério da Saúde, 2006. 56 p (Cadernos de Atenção Básica; 14) (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad14.pdf




14 setembro 2011

FIBROMIALGIA – dor dos pés a cabeça.

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O paciente descreve a fibromilagia como uma dor generalizada. Quando o médico solicita sua localização, o paciente é enfático ao dizer: “dói tudo” dos pés a cabeça. Descreve, ainda, a dor como queimação, pontadas, fincadas e relatam uma sensação de peso.

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Comumente a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga, intolerância ao exercício e sono não repousante (isto é, a pessoa acorda cansada). Os médicos denominam a fibromialgia de uma síndrome, pois ela é caracterizada por um grupo de sintomas sem que seja identificada uma causa única para eles.

Dentre esta variedade de queixas, destaca-se cefaléia, tontura, zumbido, dor torácica atípica, palpitação, dor abdominal, constipação, diarréia, dispepsia, tensão pré-menstrual, urgência miccional, dificuldade de concentração e falta de memória.

A fibromialgia é um problema comum, visto em pelo menos 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia. Cerca de 30% a 50% dos pacientes possuem depressão.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas. Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular a fibromialgia, como hipotireoidismo, diabetes, entre outros.

A fibromilagia é classificada dentro do grupo de "reumatismo de partes moles", isto é, que não afeta as articulações. Vale à pena salientar que a fibromialgia NÃO é uma doença que afeta as articulações, e que NÃO existe o risco de deformidades ou perda de movimentos dos membros.

De cada 10 pacientes com fibromialgia, 9 são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes.

Não existe cura para a fibromilagia, porém, com o tratamento atual é possível a pessoa experimentar ficar sem dor ou com a dor a um nível muito baixo. Os outros sintomas como a fadiga, a alteração do sono e a depressão também podem ser tratadas adequadamente. Mais do que em outros problemas, o tratamento da fibromialgia depende muito do paciente. O médico deve atuar mais como um guia do que somente uma pessoa que fornece remédios. É muito importante que a pessoa com fibromialgia entenda que a atividade física regular terá que ser mantida para o resto da vida, pelo risco de a fibromialgia voltar se esta atividade for interrompida.

Em alguns casos a atividade física se torna a única terapêutica necessária. A atividade física apresenta um efeito analgésico; por estimular a liberação de endorfinas, funciona como antidepressivo; e proporciona uma sensação de bem-estar global e de autocontrole.

O tratamento pode ser farmacológico (antidepressivos tricíclicos, Bloqueadores seletivos de recaptação de Serotonina e Benzodiazepínicos) ou não farmacológico (exercícios físicos, acupuntura, suporte psicológico) ou ambos.

A fibromialgia, até o momento, não tem cura. O tratamento tem como objetivo o alívio da dor, a melhora da qualidade do sono, a manutenção ou restabelecimento do equilíbrio emocional, a melhora do condicionamento físico e da fadiga e o tratamento específico de desordens associadas.

O médico é o único que pode afirmar, com certeza, se o que está causando tanta dor pelo seu corpo é essa síndrome. Mas para chegar a essa conclusão ele se guia nas respostas de questões como as que aparecem no teste a seguir, elaborado pela reumatologista Evelyn Goldenberg, autora do livro O Coração sente, O Corpo dói (Ed. Atheneu).

Teste:
http://saude.abril.com.br/testes/teste_fibromialgia.shtml



REFERENCIAS

1.PROVENZA, JR et al. Projeto Diretrizes. Sociedade brasileira de reumatologia. Fibromialgia, 2004. Disponivel em: http://www.unifesp.br/grupos/fibromialgia/fibromialgia.pdf.
2.PAIVA, Eduardo S.. UFPR – Universidade Federal do Paraná. Fibromialgia. Perguntas e respostas. São Paulo. Disponível em: http://www.fibromialgia.com.br/novosite/
3.Fibromyalgia Network tratament & Research News. What Fibromyalgia Feels Like. Disponivel em: http://www.fmnetnews.com/basics-symptoms.php

13 setembro 2011

VACINA CONTRA A AIDS

A Unidade de Vacinas do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids em São Paulo precisa de voluntários para pesquisa internacional que estuda uma vacina contra o HIV. Veja os depoimentos de alguns voluntários e saiba como se inscrever.
DIVULGUEM

TRACOMA, doença oftalmológica altamente contagiosa – JÁ OUVIU FALAR?

O tracoma é a doença de maior disseminação no mundo estima-se que 41 milhões de pessoas são afetadas por ela. Constitui-se uma importante causa de cegueira, sendo responsável por aproximadamente 1,3 milhão dos casos de cegueira.


O tracoma é uma ceratoconjuntivite crônica, isto é, afeta a conjuntiva e a córnea. Seu agente etiológico é a bactéria Chlamydia trachomatis sorotipo A, B ou C. Trata-se da 2º maior causa de cegueira evitável.

O homem com infecção ativa na conjuntiva ou outras mucosas é o principal reservatório da doença.

As infecções, repetidas ao longo dos anos, podem evoluir para a formação de cicatrizes que levam à cegueira. Crianças de até dez anos de idade e com infecção ativa são os principais reservatórios do agente etiológico nas populações onde o tracoma é endêmico.

A principal forma de transmissão é a direta, mão-olho-mão; outra forma é a indireta, por objetos contaminados (toalhas, lenços, fronhas). A transmissão só é possível quando existirem as lesões ativas, sendo maior no início da doença, e quando existirem infecções bacterianas associadas.

O tracoma é geralmente descrito em locais com precárias condições de vida, com inadequadas condições de habitação, grande concentração populacional, precariedade do saneamento básico e baixos níveis educacionais e culturais. Atinge, mais freqüentemente, populações rurais pobres em áreas quentes e áridas de países em desenvolvimento.

Outros fatores também relacionados à presença de tracoma em uma comunidade são presença de insetos vetores, deslocamentos populacionais e presença de outras doenças oculares.

No inicio, o paciente pode apresentar fotofobia, lacrimejamento e sensação de “areia nos olhos”, com ou sem secreção purulenta em pequena quantidade (somente haverá grande quantidade de secreção purulenta quando houver outra conjuntivite bacteriana associada ao tracoma). Outro sintoma é a triquíase, uma doença que consiste no desvio do crescimento das pestanas/cilios para dentro, ou seja, em direcção ao globo ocular. A consequência mais comum é a irritação permanente da conjuntiva bulbar e da córnea, podendo resultar em conjuntivite ou ceratite.

A Organização Mundial de Saúde está propondo a Eliminação Mundial do Tracoma como causa de Cegueira até 2020. Para alcançar a meta de eliminação tem preconizado uma estratégia denominada “SAFE” (S – Cirurgia de Triquíase, A – antibióticos, F – limpeza da face e E – saneamento).
O tratamento depende da gravidade do tracoma. Poderá ser tópico, uso de pomadas e colírios; sistêmico, com uso de antibiótico via oral.

Ainda que todos os indivíduos sejam suscetíveis à doença, a infecção ou a reinfecção vai depender das condições do meio em que vivam. Independentemente do meio, algumas atitudes e práticas podem ser adequadamente trabalhadas pela Educação em Saúde.

Referencias

BEPA – Boletim Epidemiológico Paulista. Tracoma no estado de São Paulo. São Paulo, n.1, v.7, 2004. Disponível em: http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa7_tracoma.htm

BRASIL. Ministério da saúde. Manual de Controle do Tracoma / elaborado por Oswaldo Monteiro de Barros... [et al]. . Brasília : Ministério da Saúde : Fundação Nacional de Saúde, 2001. 56 p. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_tracoma.pdf.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias : guia de bolso / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. –
8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf.

CHINEN, Nilton H et al. Aspectos epidemiologicos e operacionais da vigilancia e controle do tracoma em escola no Municipio de Sao Paulo, Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2006; 15(2) : 69 – 75. disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/6artigo_aspectos_epidemio_operacionais.pdf

LUCENA, Abrahão da Rocha; CRUZ, Antônio Augusto Velasco e; AKAISHI, Patrícia. Epidemiologia do tracoma em povoado da chapada do Araripe - CE. Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo, v. 73, n. 3, June 2010 . Available from .

11 setembro 2011

Logos e Eros

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Tranquei todas as portas,
Fechei à chaves as janelas,
Fiquei trancada, sozinha...
Dentro de mim fiz morada.

Fui chamada de Logos,
Mas um grito bem alto,
Saltou do fundo de mim,
Dizendo que sou Eros.

Sou assim... Renasço,
Tiro o laço e liberto...
Sou Logos e Eros...

Recomeço e derrubo,
Sem pena o muro... Aquele
Que fiz dentro de mim.

09 setembro 2011

QUANTOS ANOS TÊM A SUA IDADE EMOCIONAL?

É isto mesmo, alguma vez você parou para pensar na sua idade emocional? Se a resposta for não, comece agora e verá o quanto vale a pena remoçar nossas emoções.


Envelhecemos no único lugar que deveria ser conservado continuamente jovem, a emoção. Entretanto, a tendência natural da emoção humana da meninice à velhice é uma escala ascendente de entristecimento. A criança é mais alegre que o adolescente, que é mais alegre que o adulto, que é mais alegre que o idoso. Por isso as doenças emocionais atingem mais a terceira idade e menos as crianças. Mas infelizmente já existem crianças emocionalmentes anciãs.

Olhe para a sua experiência. Você é mais alegre hoje ou no passado? É mais simples atualmente ou quando era uma criança? Consegue sorrir com facilidade por pequenas coisas como sorria na sua infância? Seus sonhos aumentaram ou diminuíram? O que tem valor em sua vida?


Cada ser humano é um mundo de mistérios. Nunca pense que você é um ser comum e sem importância. Há mais mistérios no cerne de sua alma humana do que no universo. O ser humano é mais do que já se disse sobre ele.

A emoção influencia todos os campos da razão, mas elas não devem escravizá-lo. Quem é governado pela razão é calculista, insensível, quem é governado pela emoção é hipersensível. As duas situações adoecem a alma humana.

Logos e Eros são dimensões densas e dinâmicas do ser humano. Logos é racionalidade, pensamento, ele planeja, calcula,avalia. Já Eros é afetividade, emoção e amor. Logos contabiliza gastos e Eros reparte até os últimos grãos.

Logos e Eros são dimensões diferentes, mas integrantes. A atitude conjuntiva associa Logos e Eros, inteligência e sentimento, ciência e prazer. A partir daí, o dialogo adquire maior expressão e amplitude. Não dá para ser feliz sendo apenas Logos ou sendo apenas Eros.

A emoção é um campo de energia em contínuo estado e transformação. Produzimos centenas de emoções diárias.

Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. O que um dia nos deixa emocionalmente satisfeitos, no outro já não causa nenhum efeito. O que acontece então? Acontece à chamada psicoadaptação, nós acostumamos às situações, por isso é tão importante o exercício de ver as mesmas coisas com olhos diferentes. Isto quer dizer, conseguir ver a beleza, valores, qualidades em uma mesma coisa, objeto, pessoa de forma continua, todos os dias. Admira-la como se fosse à primeira vez. Difícil? Sim, mas não é impossível, porém exige disciplina.

O envelhecimento precoce da emoção começa à medida que nós nos entulhamos com inumeráveis experiências angustiantes. Sofremos por antecedência, imaginando como seria se tal coisa acontecesse. E isto interfere em nossa saúde psíquica.

Algumas dicas para que você comece agora a cuidar das suas emoções:

Primeiro: Contemple o belo nos pequenos eventos da vida.
Tenha sempre atividades fora da sua agenda pelo menos uma vez por semana. Valorize aquilo que o dinheiro não compra. Não viva em função de grandes eventos, aprenda a extrair o prazer dos pequenos estímulos da rotina diária.
Segundo: Irrigue o palco da mente com pensamentos agradáveis.
Treine trazer diariamente à sua memória aquilo que lhe traz esperança, serenidade e encanto pela vida. Pense em conquistar pessoas e em superar seus obstáculos. Pense em ser íntimo do Autor da vida e conhecer os mistérios da existência. Cuide do seu espiritual.
Seus maiores inimigos estão dentro de você. Não se deixe derrotar ou se perturbar por pensamentos que lhe roubam a tranqüilidade e o prazer de viver. Treine ver o lado positivo de todas as coisas negativas.
Terceiro: Pense como um adulto e sinta como uma criança.
Treine pensar com lucidez, serenidade e consciência, mas tenha a simplicidade e a espontaneidade de uma criança. Treine ser uma pessoa agradável em sua empresa ou família. Cumprimente todas as pessoas do ambiente, aperte suas mãos e sorria. Uma pessoa é mais jovem emocionalmente quanto mais agradável ela for.
Quarto: Não faça o velório antes do tempo, não sofra por antecipação.
Pense nos problemas e nas situações que ainda não aconteceram o suficiente para planejar determinadas atitudes, mas jamais gravite em torno deles. Os que sofrem por antecipação treinam para ser infelizes, fazem de suas vidas um canteiro de preocupações e stress.
Quinto: Proteja sua emoção nos focos de tensão.
Não faça de sua emoção uma lata de lixo social. Treine protegê-la nos focos de tensão, não permita que as ofensas, as perdas e as frustrações invadam sua emoção. Não se esqueça que pensar muito aumenta a ansiedade e a ansiedade crônica envelhece a emoção.
Sexto: Não seja carrasco de si mesmo.
Não coloque metas inatingíveis para si. Reconheça a sua falibilidade. Mesmo não querendo errar, você falhará muitas vezes. Falhará, talvez, até em lições que já aprendeu. Não se destrua por sentimento de culpa nem cobre dos outros, o que eles não podem dar. Comece tudo de novo quantas vezes forem necessárias. Aprenda a ser compreensivo e paciente consigo mesmo...

Mude o que deve ser mudado, torne-se o protagonista da sua história e viva ao invés de passar pelos caminhos da vida... Mutatis Mutandis.

REFERENCIAS

ARDUINI, Juvenal. Antropologia: ousar para reinventar a humanidade. São Paulo, Editora Paulus; 3º edição, 2004. Coleção estudos antropológicos), pag. 32-34.

CURY, Augusto, Treinando a emoção para ser feliz: nunca a auto estima foi tão cultivada no solo da vida. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007, p. 31 – 39.

Para descontrair... faça o teste e descubra a sua idade emocional rsrsrsrs CLIQUE AQUI...

08 setembro 2011

Cansaço, lapsos de memória, ganho de peso: CUIDADO, pois o HIPOTIROIDISMO é mais comum do que você pensa.





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A tireóide pesa cerca de 30 gramas, lembra uma borboleta e fica na frente da laringe, na região popularmente conhecida como pomo-de-adão.
A tireóide produz dois hormônios muito importantes para o organismo: o T3 e o T4. Esses hormônios controlam o funcionamento de diversos órgãos importantes como: o coração, cérebro, fígado e rins. Por isso interferem diretamente no ciclo menstrual, sono, raciocínio, fertilidade, humor, no peso, memória, batimentos cardíacos, funcionamento intestinal. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes.
Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).
O hipotireoidismo tem sido reconhecido como importante causa de morbidade no sexo feminino, atingindo 4 a 10% de todas as mulheres.
No hipotiroidismo devido à quantidade insuficiente de hormônios, tudo passa a funcionar lentamente. O coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorre, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. É como se o organismo tentasse parar o indivíduo por falta de combustível para ser gasto.
Quando o tratamento não é adequado, o paciente pode ter complicações como anemia, coronariopatia e desordens gastrointestinais, neurológicas, endócrinas, metabólicas e renais. Também são comuns as disfunções respiratórias, dislipidemia, glaucoma, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e, no caso de recém-nascidos, retardo mental, surdez.
O tratamento para o hipotiroidismo não é difícil, basta fazê-lo da forma indicada pelo médico. Tomando a medicação todos os dias em um horário adequado, desta forma os sintomas diminuirão de forma lenta e gradual. O medicamento deve ser tomado pela manhã, ao acordar, em jejum. Isto porque os alimentos diminuem a absorção do remédio, dificultando o tratamento. É importante que seu médico saiba todos os medicamentos de que você esteja fazendo uso, pois ele ira avaliar possíveis interações medicamentosas e fará um acompanhamento dosando o TSH (hormônio estimulante da tireóide).
Vale ressaltar que se você tiver sintomas de hipotiroidismo, ou identificar qualquer irregularidade na tireóide, procure um médico. O exame para diagnosticar o hipotiroidismo é simples. As disfunções tireoidianas podem ser diagnosticadas com um simples exame de sangue para medir o TSH e se necessário o médico solicitará a dosagem dos hormônios tireoidianos no sangue (T3 e T4 livres), de anticorpos anti-tiroidianos e fazer uma ultrassonografia.

REFERENCIAS

ANDRADE JUNIOR, Nelson Elias; PIRES, Maria Lúcia Elias; THULER, Luiz Claudio Santos. Sintomas depressivos e ansiosos em mulheres com hipotireoidismo. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro, v. 32, n. 7, July 2010 . Available from .
SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Tireóide. Disponível em: http://www.endocrino.org.br/tireoide/.
WARD, Laura S.. The difficult patient: drug interaction and the influence of concomitant diseases on the treatment of hypothyroidism. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 54, n. 5, 2010 . Available from .

06 setembro 2011

SUAS UNHAS PODEM DIZER MUITO SOBRE SUA SAÚDE

Muitos cresceram ouvindo que àquelas manchinhas brancas na unhas eram sinal de boas novas, de um presente a caminho. Ou quando convinha o significado das tais pintinhas brancas significava a quantidade de mentiras contadas pela pessoa que as possuía.

O fato é que hoje já se sabe que alterações nas unhas significam, muitas vezes, que precisamos buscar ajuda de um profissional de saúde.

Na maioria das vezes àquelas manchinhas esbranquiçadas são decorrentes de pequenos traumas, mas fiquem atentos para aquelas manchas que ocupam uma extensão maior da unha e que não desaparecem.

Alguma vez você foi ao médico e ele durante o exame clinico pediu para ver suas mãos, pois é, as alterações nas unhas podem significar desde a falta de nutrientes, estresse e micoses até problemas mais sérios, como cirrose hepática, insuficiência renal e endocardite (a inflamação do revestimento interior do coração, geralmente provocada por bactérias).


Saiba o que significa cada alteração:

Manchas brancas pequenas: pequenos traumas. Às vezes você bate a unha e isso interfere na linha de produção de células. As que saem com defeito desenham as manchas. Como a unha cresce devagar, você nem se lembra que havia batido. Mas estas manchas podem estar presentes em vitimas de infarto, doenças renais, doenças auto-imunes e cirrose hepática e em certas infecções fúngicas.
Manchas grandes brancas: às vezes elas aparecem na ausência de zinco no organismo.
Coloração verde: infecção por Pseudomonas aeruginosa.
Coloração preta amarronzada: normalmente é causada por aumento de pigmento nos melanócitos na matriz ou por funcionamento anormal dos melanócitos. Pode ocorrer em negros sem significar doenças e pode estar relacionada à presença de nevos (pintas) ou tumores (melanoma).
Manchas amarelas ou unhas amareladas: Podem aparecer nas pessoas que tomam antibiótico por muito tempo seguido e naquelas que fumam muito. Quando ocorre em todas as unhas pode estar relacionado a distúrbios pulmonares e a linfedema.
Manchas arroxeadas: Por algum trauma, micose ou outra infecção.
Metade branca, metade avermelhada: Problemas renais
Fracas, quebradiças, com descamação: Falta de proteínas e vitaminas no organismo (provavelmente vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina E). Pode ter como causas o ressecamento das pontas dos dedos e doenças como eczemas, psoríase, e líquen plano. Pode ainda ocorrer como manifestação de doenças internas como hipotireoidismo e deficiência de ferro (anemias).
Verruga ao redor da unha: verrugas virais também chamadas de verrugas vulgares. Existem alguns tumores que se parecem com verrugas e devem ser examinados pelo médico. Devem ser retiradas cirurgicamente.
Unhas deformadas: Onicosquizia é o nome que se dá a unhas deformadas. Podem aparecer por traumas na base da unha e pelo uso exagerado das unhas no trabalho.
Linhas: Podem representar carência vitamínico proteica.
Unhas pálidas: Se for próximo da matriz, pode representar uma doença autoimune, como o lúpus, por exemplo.
Unhas fracas: Falta de vitaminas e sais minerais como o ferro e o cálcio.
Unhas encravadas: Alteração anatômica ou cortes errados. Devem ser tratadas adequadamente.
Ondulações: Geralmente indicam traumas (a espátula de empurrar cutícula é usada com força). E ainda: anemia e doença cardíaca ou pulmonar.
Unhas côncavas: possível falta de ferro.
Unhas convexas e sem brilho: podem indicar problemas cardíacos ou pulmonares

Agora que você já conhece as possíveis alterações, dê uma boa olhada e ouça o que suas unhas têm a dizer.

Referencias

BEDIN, Valcinir. As unhas podem revelar muito sobre sua saúde. Disponível em: http://www.pontinho.com.br/IMG_UP/11mhunhas.pdf.

Centro de Fototerapia e Dermatoscopia de Brasília. Doenças das unhas. Disponível em: http://www.dermatoscopiadf.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=34&Itemid=61.

Fitoterapia e Terapias Complementares. Unha forte, sinal de saúde. Disponivel em http://www.fitoterapia.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=132&Itemid=2.

03 setembro 2011

QUEDA DE BRAÇOS

Clecilene Carvalho
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Passamos a vida procurando nos realizar,
Trabalhamos, lutamos, sonhamos,
Perdemos-nos e encontramo-nos,
Tem aqueles que nunca se encontram.

Alguns brigam por tudo e outros por nada,
Alguns nunca dão o braço a torcer,
Outros vivem em queda de braço,
Há, também, os que dão o braço.

Uns estendem as mão e outros as escondem,
Tem os que dão o que tem e outros
Que não sabem dividir nem consigo mesmo,
E deixam no armário tudo o que poderia lhe ser bom.

Há quem diga que mudar de idéia é fraqueza,
E passam a vida arrependendo-se por não
Ter mudado o conceito e aproveitado como gostaria,
Estes vivem presos em seus armários internos.

Tem os sem razão que ganham no grito,
Tem os com razão que não perdem, apenas
Preferem, às vezes, manter a paz, mas
Mesmo assim são vistos como perturbadores.

Uns falam muito e nada dizem,
Outros que ao silenciarem dizem tudo,
Tem gente que lê sem símbolos,
Tem gente que não entende nem quando tem.

Uns vieram de passagem e outros
Simplesmente nem sabem a que veio
Alguns para serem diferentes e para fazer diferença
Tem a gente boa de verdade e os que fazem tudo para serem.

Tem gente que nem parece gente e bicho que sem ser parece.


Escrevi este texto/versos em um momento em que precisava muito desabafar, então gritei sem voz e usei palavras sem som.
As pessoas estão impacientes, não gostam de ouvir; a voz não consegue ser mansa, o grito é a palavra de ordem. Para alguns desrespeitar o direito do outro é quase um êxtase. A palavra união esta ameaçada de extinção, o amor, o respeito é fruta fora da estação. Triste viver em um mundo onde é preciso ensinar os humanos a terem humanidade e onde é preciso catástrofes para que a solidariedade seja aguçada.


Publicado em 2010.



MUTATIS MUTANDIS

Clecilene Carvalho
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Há quem diga que mudar de idéia é fraqueza e passam pela vida arrependendo-se por não ter mudado o conceito e aproveitado como gostaria, estes vivem presos em seus armários internos.

Mude o que deve ser mudado, torne-se o protagonista da sua história e viva ao invés de passar pelos caminhos da vida.

02 setembro 2011

ESQUISTOSSOMOSE PODE CAUSAR HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR (UMA DOENÇA POTENCIALMENTE MALIGNA)

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No Brasil, a transmissão ocorre em 19 estados, numa faixa contínua ao longo do litoral, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, na região Nordeste, alcançando o interior do Espírito Santo e Minas Gerais, no Sudeste. De forma localizada, está presente nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, no Nordeste; Pará, na região Norte; Goiás e Distrito Federal, no Centro-Oeste; São Paulo e Rio de Janeiro, no Sudeste; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na região Sul. Atualmente, as prevalências mais elevadas são encontradas nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Bahia, Paraíba e Espírito Santo.

A esquistossomose é, fundamentalmente, uma doença resultante da ausência ou precariedade de saneamento básico.

A esquistossomose mansônica é uma doença infecciosa parasitária, causada por um trematódeo (Schistosoma mansoni) que vive na corrente sangüínea do hospedeiro definitivo. O homem é o principal reservatório.

A transmissão da doença, numa região, depende da existência dos hospedeiros intermediários. No Brasil, as três espécies, por ordem de importância, envolvidas na transmissão da doença são: Biomphalaria glabrata, Biomphalaria straminea e Biomphalaria tenagophila.


Modo de transmissão - Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, estes eclodem, liberando larvas ciliadas denominadas miracídios, que infectam o hospedeiro intermediário (caramujo). Após quatro a seis semanas, abandonam o caramujo, na forma de cercárias que ficam livres nas águas naturais.

O contato humano com águas que contêm cercárias, devido a atividades domésticas tais como lavagem de roupas e louças, de lazer, banhos em rios e lagoas; e de atividades profissionais, cultivo de arroz irrigado, alho, juta, etc., é a maneira pela qual o indivíduo adquire a esquistossomose.
A partir de cinco semanas após a infecção o homem pode excretar ovos viáveis de S.mansoni nas fezes, permanecendo assim durante muitos anos. Os caramujos infectados liberam cercárias durante toda a sua vida, que varia de semanas até três meses.


Complicações – a principal complicação da esquistossomose mansônica é a hipertensão portal nos casos avançados, que se caracteriza por hemorragias, ascites, edemas e insuficiência hepática severa. Estes casos, a despeito do tratamento, quase sempre evoluem para óbito.

Uma das suas formas particulares é a pulmonar e a cardiopulmonar. Predomina uma arteriolite obstrutiva que ocasiona cor pulmonale crônica, insuficiência cardíaca direta e perturbações respiratórias severas.
Portadores de esquistossomose têm mais chances de desenvolver a hipertensão arterial pulmonar (HAP), doença crônica que afeta o pulmão e o coração. Estudo do Grupo de Hipertensão Pulmonar do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), indica que 5% dos pacientes com a infecção esquistossomose hepatoesplênica (mansônica ou japônica) desenvolvem o problema, o que significaria a existência de 600 mil casos de hipertensão arterial pulmonar esquistossomótica (Hape) no mundo, sendo 250 mil no Brasil.
Um estudo realizado por Lapa e seus colaboradores, em um total de 232 pacientes, identificaram hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI; também conhecida como hipertensão pulmonar primária antes das classificações de Evian, em 1998, e de Veneza, em 2003) em 50% dos casos identificados. Somente 10% dos casos foram associados com doença do colágeno ou do tecido conectivo. Os casos de esquistossomose indicam a associação de produtos do ovo de Schistosoma mansoni com a indução das alterações da artéria pulmonar características de hipertensão pulmonar severa. Como vários dos pacientes portadores de hipertensão pulmonar associada com esquistossomose também sofrem de hepatopatia esquistossomótica com hipertensão portal, o processo pulmonar é provavelmente afetado pelas alterações hepáticas e formação de shunts entre a circulação portal e a circulação pulmonar.
Acredita-se que a maior parte dos portadores de esquistossomose com hipertensão arterial pulmonar no País morra sem saber ser portador do problema secundário, segundo informações do site www.hipertensaopulmonar.com.br. Quanto mais cedo iniciar o tratamento para a HAP, melhor a resposta destes portadores, visto que tal doença é menos grave nestas condições do que quando um paciente desenvolve a doença sem causas conhecidas (forma idiopática).
Conforme o site, a HAP pode ser confundida com outras doenças, porque seus principais sintomas – falta de ar, cansaço, dor no peito, tonturas e palpitações frequentes, pele azulada e inchaço nos pés e tornozelos – estão também relacionados a outras doenças como a cardiopatia isquêmica coronariana, miocardiopatias e a asma brônquica.

Referencias

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Brasília, 6º edição, 2005. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/esquistossomose_gve.pdf.
Diário do Grande ABC. Portador de esquistossomose pode desenvolver doença pulmonar crônica. Disponível em: http://www.amihap.com.br/.
Tuder, Rubin M.. Hipertensão pulmonar:. Caracterização baseada nd Experiência de Centros de Referência Rev. Assoc. Med.Bras. , São Paulo, v. 52, n. 3, junho de 2006. Disponível em .



Saiba mais sobre hipertensão arterial pulmonar - AMIHAP - Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar

29 agosto 2011

Hoje 29 de agosto é o dia nacional de combate ao cigarro





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O tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, no mundo e no Brasil, e isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção do produto, entre eles o baixo custo.

Todo o marketing é voltado para atrair um publico cada vez mais jovem. É uma variedade grande de sabores e aromas, para este alcance é adicionado mais aditivos químicos que potencializam os danos a saúde. Todo este arsenal de sabores (Açúcar, mel, cereja, tutti-frutti, menta, baunilha e chocolate, entre outros) visa, apenas, facilitar a primeira tragada e assim causar dependência cada vez mais cedo.

Não se enganem pelos sabores e aromas, pois muitos dos aditivos, inclusive o açúcar, ao serem queimados durante o ato de fumar, se transformam em substâncias altamente tóxicas e cancerígenas.

Segundo a (OMS) Organização Mundial de Saúde o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo. O tabagismo mata, no mundo, aproximadamente 10 mil pessoas por dia.

O pior é que este mal não afeta apenas os seus dependentes, pois ele causa danos, também, nos indivíduos não-fumantes que convivem no mesmo ambiente que os fumantes. O tabagismo passivo é a 3º causa de morte evitável no mundo.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:


1 - Em adultos não-fumantes: O risco aumenta conforme o tempo de exposição à fumaça. Aumenta em 30% o risco de câncer de pulmão e 24% o de infarto do coração, do que os não fumantes que não se expõem.

2 - Em crianças: aumenta a freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio; Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.

3 - Em bebês: Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil); Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

PARE AGORA
As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco:

• 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
• 5 vezes maior de sofrer infarto
• 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
• 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.

Se parar de fumar agora...
• após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal;
• após 2 horas não há mais nicotina no seu sangue;
• após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor;
• após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora;
• após 10 anos o risco de sofrer infarto do coração será igual ao de quem nunca fumou, e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai à metade;
• após 20 anos o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou.

Procure o serviço de saúde e peça ajuda e PARE DE FUMAR.
REFERENCIAS

Ministério da saúde. INCA – Instituto Nacional do Câncer. Programa nacional de combate ao tabagismo. Disponível em: http://www.inca.gov.br/tabagismo/.

World Health Organization. Strengthening national capacity for tobacco control. Disponivel em: http://www.who.int/tobacco/training/en/.


 

ECG - Eletrocardiograma INTERATIVO - Aprenda brincando

Encontrei estes sites no Gloogle, sobre ECG, neles vocês poderão estudar e testar seus conhecimentos. Foi criado por SKILLSTAT. Muito bom!!


http://www.skillstat.com/simECG_esp.html

http://www.skillstat.com/triviaCardiaca.html

http://www.skillstat.com/heartscape_esp1.html

28 agosto 2011

Por que engordamos?

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A maioria das pessoas com certeza tem a resposta na ponta da língua: engordamos porque comemos mais do que o nosso corpo precisa para obter energia. Pois é, não é tão simples assim.

Hoje já se sabe que são vários os fatores que leva uma pessoa a engordar, como:

Fatores genéticos – a predisposição genética faz com que a pessoa acumule gordura com mais facilidade. Isto pode ocorrer mais cedo, na infância ou adolescência ou mais tarde já na fase adulta.

Comportamento familiar – se a família não possui hábitos alimentares saudáveis, isto com certeza facilita o ganho de peso.

Estilo de vida sedentário – a falta de exercício condiciona a um gasto menor de energia e ainda faz com que o metabolismo funcione mais lentamente. Quanto menos energia for gasta, maior será o aculo de energia na forma de gordura.

Não manter uma rotina alimentar regular – o nosso organismo é inteligente e por isso não adianta tentar aquelas dietas mirabolantes. Pular refeições ou ficar intervalos longos sem se alimentar, isto só favorece o ganho de peso.

Comer mais do que precisa – muitos comem como se o mundo fosse acabar naquele momento e o pior, come alimentos sem nenhum valor nutricional. O resultado, gordura acumulada.

O IMC - Índice de massa corpórea, é utilizado como medida para se determinar se uma pessoa está abaixo, em seu peso ideal, ou acima do peso. Calcule o seu IMC e compare com os índices e veja como você esta.


IMC CLASSIFICAÇÃO
Abaixo de 18.4 Abaixo do peso
18.5 – 24.9 Peso normal
25.0 - 29.9 Sobrepeso
30.0 - 34.9 Obesidade Grau I
35.0 - 39.9 Obesidade Grau II

Acima de 40 Obesidade Grau III

Para fazer o cálculo do IMC basta dividir seu peso em quilogramas pela altura ao quadrado (em metros).

Por exemplo, se você pesa 58Kg e mede 1,56m, você deve utilizar a seguinte fórmula para calcular o IMC:

IMC: 58/1,56x1,56
IMC: 58/2,43
IMC = 23,86 – Parabéns você está em seu peso normal

Fique atenta(o), também, a sua circunferência abdominal, pois apesar de estar em seu peso normal, uma circunferência abdominal fora do indicado pode favorecer ao aparecimento de doenças, como por exemplo o infarto agudo do miocárdio.

A circunferência abdominal é um método simples e representativo da gordura acumulada no abdômen. Representa quando associada a outros fatores como, diabetes, hipertensão, colesterol e triglicerides alto e obesidade, alto risco para desenvolver a síndrome metabólica. A SÍNDROME METABÓLICA (SM) caracteriza-se pela associação, num mesmo indivíduo, de dislipidemia, diabetes mellitus do tipo 2 ou intolerância à glicose, hipertensão arterial e excesso de peso ou obesidade.

Esta medida é facilmente realizada: utilizando uma fita métrica não elástica, a circunferência abdominal é medida na altura da cicatriz umbilical (umbigo).

Após realizar a medica veja se você esta correndo algum risco:

Homens: >102 cm
Mulheres: > 88 cm

Com o culto a beleza muitas vezes ditada pelos estereótipos das passarelas de moda, surgem no mercado inúmeras dietas com promessas de perda de peso rápida e saudável, mas não se enganem uma dieta saudável e sem a ocorrência daquele indesejável efeito sanfona é aquela obtida através do acompanhamento médico e associada com exercícios físicos, quando recomendado.

De acordo com o Endocrinologista Dr. Guilherme de Azevedo Ribeiro, autor do livro Dieta Nota 10, que acompanha diversas atrizes famosas, o diferencial, da dieta das notas, é a liberdade para montar o próprio cardápio. As escolhas são baseadas no gosto de cada um. Nenhum alimento é proibido. Dentre as famosas está à atriz Carolina Dieckmann que eliminou 30 Kg adquiridos na gravidez, graças à dieta das notas,

Segundo a dieta, cada alimento possui um determinado número de notas. E cada pessoa, dependendo da altura e sexo, deve consumir um determinado número de notas para conseguir perder peso.

Ainda, de acordo com o endocrinologista, você pode comer de tudo e perder os quilos que deseja. Porque emagrecer é simples, apesar de não ser fácil. Emagrecer, e se manter no peso ideal, exigem mudar os hábitos alimentares. E, até que os novos hábitos se transformem em nova rotina, a disciplina é fundamental.

Vale ressaltar que existem varias dietas no mercado, mas nenhuma delas substitui o acompanhamento de um profissional de saúde, ou seja, hábitos alimentares saudáveis e exercício físico.

Acesse o livro Dieta nota 10: http://images.sabrinamix.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R4pdegoKCrIAABUQBO41/Dieta_Nota_10.pdf?nmid=77447619


Referencias


FREITAS, Marcos S.M.. Por que engordamos. Disponível em: http://www.drmarcossandoval.com/livro/Livro_-_Tudo_o_que_voce_precisa_Saber_-_Capitulo_3_web.pdf.


HCOR – Hospital do coração. Saiba como classificar sua circunferência abdominal. Disponível em: http://www.hcor.com.br/nutricao/circunferencia_abdominal.asp.

MATOS, Amélio F. Godoy; MOREIRA, Rodrigo O.; GUEDES, Erika P.. Aspectos neuroendócrinos da Síndrome metabólica. Arq Bras Endocrinol Metab , São Paulo, v. 47, n. 4, agosto 2003. Disponível em .

RIBEIRO, Guilherme de Azevedo. 5ªed. Dieta nota 10: comer e emagrecer é mais simples do que se imagina / Guilherme de Azevedo Ribeiro. - 5ªed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. Disponível em: http://images.sabrinamix.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/R4pdegoKCrIAABUQBO41/Dieta_Nota_10.pdf?nmid=77447619

27 agosto 2011

INSUFICIENCIA RENAL AGUDA - IRA

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1.0 Introdução



A Insuficiência renal aguda (IRA) é freqüentemente observada em pacientes internados e sua prevalência está aumentando, principalmente na população idosa, com múltiplas comorbidades e em pacientes com doenças consideradas graves como neoplasia, cardiopatias, diabetes mellitus entre outras. Ela representa uma condição clínica causada pela diminuição ou perda da capacidade de manutenção dos equilíbrios ácido-base e hidroeletrolítico.
A IRA é convenientemente dividida em três categorias: IRA pré-renal (55% dos casos), causada por hipoperfusão renal sem dano ao parênquima renal; IRA intrínseca (40% dos casos), causada por isquemias e nefrotoxinas; IRA pós-renal (5% dos casos) causada por obstrução do trato urinário.
Apesar do progresso terapêutico e tecnológico observado nos últimos anos, o prognóstico da IRA permanece sombrio. Ela é considerada uma complicação freqüente nas unidades de terapia intensiva (UTI) e seu diagnóstico tardio repercutem em elevada mortalidade.
Sabidamente, as manifestações clínicas da IRA são incipientes, silenciosas e se confundem com sinais clínicos de diversas outras morbidades, sendo freqüentemente percebidas quando constatadas alterações em exames laboratoriais de rotina, como a uréia e principalmente a creatinina.
Elevações nos níveis séricos da creatinina são atualmente os sinais mais indicativos de comprometimento da função renal. Apesar de representar a principal estratégia de identificação dessa patologia, a creatinina é considerada um teste específico, entretanto tardio, pouco sensível e impreciso. Ela se altera apenas quando já existe perda de aproximadamente 50% da função renal. O relativo descompasso da creatinina com o real estado funcional e sua baixa sensibilidade e especificidade se traduzem em diagnóstico tardio e tratamento mais tardio ainda, medidas de prevenção próxima de zero e, por fim, alta mortalidade. Tal panorama tem deixado marcas precisas na epidemiologia da IRA.

2.0 Rins


Rim é cada um dos dois órgãos excretores, em forma de feijão (tendo no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura. Os rins filtram dejetos (especialmente uréia) do sangue, e os excretam, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga.

Em humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdome, atrás do peritônio, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. ( ) Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula adrenal. Os rins estão, aproximadamente, no mesmo nível que as vértebras T12 a L3. ( ) Cada rim possui a forma de um grão de feijão com duas faces (anterior e posterior), duas bordas (medial e lateral) e dois pólos ou extremidades (superior e inferior). (...) Na borda medial encontra-se o hilo, por onde passam o ureter, artéria e veia renal, linfáticos e nervos.
Os rins estão envolvidos em toda sua superfície por um tecido fibroso fino chamado cápsula
renal. Ao redor do rim existe um acúmulo de tecido adiposo chamado gordura perirrenal. (...)
No corte sagital mediano, que divide o rim em duas partes, é possível reconhecer o córtex renal, uma camada mais externa e pálida, e a medula renal, uma camada mais interna e escura. ( ) O córtex emite projeções para a medula denominadas colunas renais, que separam porções cônicas da medula chamadas pirâmides. As pirâmides têm bases voltadas para o córtex e ápices voltados para a medula, sendo que seus ápices são denominados papilas renais. É na papila que desembocam os ductos coletores pelos quais a urina escoa atingindo a pelve renal e o ureter. ( ) A pelve é a extremidade dilatada do ureter e está dividida em dois ou três tubos chamados cálices maiores, os quais se subdividem em um número variado de cálices menores. Cada cálice menor apresenta um encaixe em forma de taça com a papila renal.

2.1 Vascularização

Os rins são supridos pela artéria renal, que se origina da aorta. (...) A artéria renal divide-se no hilo em um ramo anterior e um ramo posterior. Estes se dividem em várias artérias segmentares que irão irrigar vários segmentos do rim. (...) Essas artérias, por sua vez, dão origem às artérias interlobares, que na junção córtico-medular dividem-se para formar as artérias arqueadas e, posteriormente as artérias interlobulares. Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida, confluem-se para forma a arteríola eferente. A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares e as arteríolas retas, responsáveis pelo suprimento arterial da medula renal.
A drenagem venosa costuma seguir paralelamente o trajeto do sistema arterial. ( ) O sangue do córtex drena para as veias arqueadas e destas para as veias interlobares, segmentares, veia renal e finalmente veia cava inferior. (...) No córtex, há numerosos linfáticos que drenam para a cápsula ou junção córticomedular. Na medula, os linfáticos correm do ápice das pirâmides para a junção córticomedular, onde formam linfáticos arqueados que acompanham os vasos sangüíneos até o hilo para drenar em linfonodos para-aórticos.

2.2 Inervação

As fibras simpáticas alcançam o rim através do plexo celíaco. Essas fibras envolvem e seguem os vasos arteriais através do córtex e medula. (...) As fibras para a sensibilidade dolorosa alcançam a medula espinhal pelos nervos esplâncnicos ou pelas raízes dorsais dos nervos espinhais de T12 a L2.

2.3 Funções renais

Uma função renal adequada é vital porque os rins contribuem para a manutenção do meio interno e é local da síntese e degradação de moléculas essenciais para o organismo.

2.3.1 Funções homeostáticas

Regulação do volume plasmático e do equilíbrio hidrolítico (importante determinante da pressão sanguínea);
Regulação da osmolalidade sanguínea;
Manutenção do equilíbrio electrolítico (Na+, K+, Cl-, Ca2+, Mg2+, SO42-, PO42-);
Regulação do equilíbrio ácido-base (regula o pH sanguíneo);
Excreção de metabolitos (ex: uréia, ácido úrico, creatinina).

2.3.2 Funções bioquímicas

Produção de hormonas:
Eritropoietina (estimula a produção de eritrócitos pela medula óssea);
Renina (enzima que catalisa a produção de Angiotensina);
Calcitriol (forma biologicamente ativa da vitamina D);
Produção de substâncias bioativas (ex. prostaglandinas, adenosina, endotelina, NO, bradicinina, fator de crescimento epidérmico, fator de crescimento tipo insulina);
Síntese de glicose (gluconeogénese), angiotensinogénio e amônia;
Metabolismo de algumas substâncias (ex. insulina).

2.4 Fisiologia renal


O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfrom, formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi. Os capilares do glomérulo deixam extravasar diversas substâncias presentes no sangue (água, uréia, glicose, aminoácidos, sais e diversas moléculas de tamanho pequeno), através de suas finas paredes.

2.4.1 Função do néfron

A função essencial do néfron consiste em depurar o plasma sanguíneo das substâncias que devem ser eliminadas do organismo. O néfron filtra uma grande proporção do plasma sanguíneo através da membrana glomerular. Cerca de 1/5 do volume que atravessa o glomérulo é filtrado para a cápsula de Bowman que coleta o filtrado glomerular. Em seguida, à medida que o filtrado glomerular atravessa os túbulos, as substâncias necessárias, como a água e grande parte dos eletrólitos são reabsorvidas, enquanto as demais substâncias, como uréia, creatinina e outras, não são reabsorvidas. A água e as substâncias reabsorvidas nos túbulos voltam aos capilares peritubulares para a circulação venosa de retorno, sendo lançadas nas veias arqueadas, e finalmente, na veia renal. Uma parte dos produtos eliminados pela urina é constituída de substâncias que são secretadas pelas paredes dos túbulos e lançadas no líquido tubular. A urina formada nos túbulos é constituída por substâncias filtradas do plasma e pequenas quantidades de substâncias secretadas pelas paredes tubulares.
O fluxo sanguíneo através dos rins corresponde, em média, à aproximadamente 20% do débito cardíaco, podendo variar, mesmo em condições normais.
(...). O fluxo sanguíneo renal é muito maior que o necessário para o simples suprimento de oxigênio. Cerca de 90% do fluxo sanguíneo renal são distribuídos pela camada cortical, onde abundam os glomérulos e, apenas 10% se distribuem pela região medular. Os rins possuem um eficiente mecanismo de auto-regulação que permite regular o fluxo de sangue e, através dele, regular a filtração glomerular. (...). A resistência vascular renal se ajusta automaticamente às variações na pressão de perfusão renal. As arteríolas aferentes e eferentes são influenciadas por muitos dos estímulos nervosos e hormonais vasculares, embora sua resposta dependa das necessidades renais e seja moderada pelos mecanismos auto-regulatórios. A membrana glomerular possui três camadas principais: uma camada endotelial, do próprio capilar, uma camada ou membrana basal e uma camada de células epiteliais na face correspondente à cápsula de Bowman. Apesar da presença das três camadas, a permeabilidade da membrana glomerular é cerca de 100 a 1.000 vezes maior do que a permeabilidade do capilar comum. A fração de filtração glomerular é de aproximadamente 125 ml/minuto. Em 24 horas são filtrados aproximadamente 180 litros de líquido por todos os glomérulos (filtrado glomerular), para formar de 1 a 1,5 litros de urina, o que demonstra a enorme capacidade de reabsorção dos túbulos renais. O líquido reabsorvido nos túbulos passa para os espaços intersticiais renais e daí para os capilares peritubulares. Para atender a essa enorme necessidade de reabsorção, os capilares peritubulares são extremamente porosos.
A grande permeabilidade da membrana glomerular é dependente da estrutura daquela membrana e das numerosas fendas e poros existentes, cujo diâmetro permite a livre passagem das pequenas moléculas e impedem a filtração das moléculas maiores, como as proteínas.
O filtrado glomerular possui aproximadamente a mesma composição do plasma, exceto em relação às proteínas. Existem no filtrado glomerular, diminutas quantidades de proteínas, principalmente as de baixo peso molecular, como a albumina.

2.4.2 Filtração glomerular

A filtração do plasma nos glomérulos obedece às diferenças de pressão existentes no glomérulo. A pressão nas artérias arqueadas é de aproximadamente 100 mmHg. As duas principais áreas de resistência ao fluxo renal através do néfron são as arteríolas aferente e eferente. A pressão de 100 mmHg na arteríola aferente, cai para uma pressão média de 60 mmHg nos capilares do glomérulo, sendo esta a pressão que favorece a saída do filtrado do plasma para a cápsula de Bowman. A pressão no interior da cápsula de Bowman é de cerca de 18 mmHg. Como nos capilares glomerulares 1/5 do plasma filtra para o interior da cápsula, a concentração de proteínas aumenta cerca de 20% à medida que o sangue passa pelos capilares do glomérulo, fazendo com que a pressão coloidosmótica do plasma se eleve de 28 para 36 mmHg, com um valor médio de 32 mmHg, nos capilares glomerulares.
A pressão no interior da cápsula de Bowman e a pressão coloidosmótica das proteínas do plasma são as forças que tendem a dificultar a filtração do plasma nos capilares glomerulares. Dessa forma a pressão efetiva de filtração nos capilares glomerulares é de apenas 10 mmHg, ou seja, a diferença entre a pressão arterial média nos capilares (60 mmHg) e a soma da pressão da cápsula de Bowman com a pressão coloidosmótica do plasma.
A membrana capilar glomerular tem poros de aproximadamente 30 angstroms de diâmetro e, portanto, partículas de maiores dimensões, podem atravessar esses poros. Seu peso molecular é da ordem de 80.000 a 90.000 daltons.
A destruição normal de hemácias produz uma pequena quantidade de hemoglobina livre no plasma sanguíneo. Os glomérulos dispõem de um mecanismo especial capaz de manter essas pequenas quantidades de hemoglobina livre em concentrações de aproximadamente 5%. Se a destruição de hemácias aumenta e gera concentrações de hemoglobina elevadas (100-125 mg%), os mecanismos glomerulares de processamento da hemoglobina se esgotam e ocorre a filtração para a urina. Como a hemoglobina filtrada não é reabsorvida, esse pigmento protéico aparece na urina; é a hemoglobinúria. Portanto, quando a hemoglobina aparece na urina significa que houve uma grande quantidade de destruição de hemácias.
Diversos fatores podem afetar a filtração glomerular. O fluxo sanguíneo renal aumentado pode aumentar o coeficiente de filtração e a quantidade final de urina produzida. O grau de vasoconstrição das arteríolas aferentes dos glomérulos faz variar a pressão glomerular e conseqüentemente a fração de filtração glomerular. O mesmo ocorre na estimulação simpática neurogênica ou através de drogas simpáticas como a adrenalina, por exemplo. O estímulo pela adrenalina produz constrição intensa das arteríolas aferentes, com grande redução da pressão nos capilares glomerulares que podem reduzir drasticamente a filtração do plasma e conseqüente formação de urina.

2.4.3 Reabsorção tubular

O filtrado glomerular que alcança os túbulos do néfrons flui através do túbulo proximal, alça de Henle, túbulo distal e canal coletor, até atingir a pelve renal. Ao longo desse trajeto mais de 99% da água filtrada no glomérulo é reabsorvida, e o líquido que penetra na pelve renal constitui a urina propriamente dita. O túbulo proximal é responsável pela reabsorção de cerca de 65% da quantidade de água filtrada nos capilares glomerulares, sendo o restante reabsorvido na alça de Henle e no túbulo distal. A glicose e os aminoácidos são quase inteiramente reabsorvidos com a água enquanto outras substâncias, por não serem reabsorvidos nos túbulos, tem a sua concentração no líquido tubular aumentada em cerca de 99 vezes. A reabsorção da glicose exemplifica bem os mecanismos de reabsorção de determinadas substâncias dentro dos túbulos renais. Normalmente não existe glicose na urina ou no máximo, existem apenas ligeiros traços daquela substância, enquanto no plasma a sua concentração oscila entre 80 e 120 mg%. Toda a glicose filtrada é rapidamente reabsorvida nos túbulos. À medida que a concentração plasmática de glicose se aproxima dos 200 mg%, o mecanismo reabsortivo é acelerado até atingir o ponto máximo, em que a reabsorção se torna constante, não podendo ser mais aumentada. Esse ponto é chamado limiar de reabsorção da glicose. Acima do valor plasmático de 340 mg%, a glicose deixa de ser completamente absorvida no sistema tubular e passa para a urina, podendo ser facilmente detectada pelos testes de glicosúria.
Os produtos terminais do metabolismo, como a uréia, creatinina e uratos tem outro tratamento nos túbulos renais. Apenas quantidades moderadas de uréia, aproximadamente 50% do total filtrado, são reabsorvidas nos túbulos enquanto a creatinina não é reabsorvida. Os uratos são reabsorvidos em cerca de 85%, da mesma forma que diversos sulfatos, fosfatos e nitratos. Como todos são reabsorvidos em muito menor proporção que a água, a sua concentração aumenta significativamente na urina formada.
A reabsorção nos túbulos renais obedece à diferença de concentração das substâncias entre o espaço intersticial peritubular e os vasos retos peritubulares. A reabsorção de água é dependente da reabsorção de íon sódio, que é o soluto mais reabsorvido nos túbulos renais.
Existem ainda dois mecanismos de intercâmbio muito importantes. O primeiro se refere à troca de íon sódio (Na+) pelo íon hidrogênio (H+), nos túbulos, como parte dos mecanismos de regulação renal do equilíbrio ácido-básico. Quando há necessidade de eliminar íon hidrogênio, os túbulos secretam ativamente o hidrogênio para a luz, dentro do filtrado e, em troca, para manter o equilíbrio iônico absorvem o íon sódio. O outro mecanismo de intercâmbio corresponde à reabsorção de íons cloreto (Cl-) quando há necessidade de se eliminar ácidos orgânicos pelo mecanismo de secreção tubular.
Os mecanismos de transporte na reabsorção tubular podem ser ativos ou passivos, dependendo da necessidade de utilizar energia celular para a sua realização. O sódio, a glicose, os fosfatos e os aminoácidos estão entre as substâncias cujo transporte é feito com utilização de energia celular, transporte ativo, enquanto o transporte da água, uréia e cloretos não necessita consumir a energia das células (transporte passivo).

2.4.4 Secreção tubular

A secreção tubular atua em direção oposta à reabsorção. As substâncias são transportadas do interior dos capilares para a luz dos túbulos, de onde são eliminadas pela urina. Os mecanismos de secreção tubular, à semelhança dos mecanismos de reabsorção, podem ser ativos ou passivos, quando incluem a utilização de energia pela célula para a sua execução ou não. Os processos de secreção mais importantes estão relacionados à secreção tubular de íon hidrogênio, potássio e amônia. Determinadas substâncias são eliminadas do organismo pelos mecanismos de secreção tubular, após metabolização no fígado.
Os processos de reabsorção e de secreção ativa dos túbulos distais são influenciados por hormônios, pela quantidade total de solutos, pela dieta, pelo equilíbrio ácido-base e pelo fluxo do filtrado.

3.0 Diuréticos osmóticos

O manitol é uma substância que quando injetada na circulação, pode atravessar facilmente os poros da membrana glomerular, sendo inteiramente filtrada pelos glomérulos. Suas moléculas, contudo, não são reabsorvidas nos túbulos renais e a sua presença no líquido dos túbulos gera uma sobrecarga osmótica importante. Essa pressão osmótica elevada no interior dos túbulos impede a reabsorção da água, fazendo com que grandes quantidades de filtrado glomerular atravessem os túbulos e sejam eliminados como urina.
Níveis muito elevados de glicose no sangue produzem uma diurese osmótica semelhante à do manitol.

4.0 Insuficiência renal aguda – IRA


A Insuficiência Renal Aguda (IRA) é uma síndrome caracterizada pelo rápido declínio da função renal (horas ou semanas) com conseqüente retenção sérica de produtos nitrogenados, tais como uréia e creatinina, tendo caráter potencialmente reversível após controle do fator desencadeante. Ocorre em aproximadamente 5% dos pacientes internados em hospitais terciários e em até 30% em pacientes de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). (...) É consenso na literatura que a IRA é um fator de risco independente de mortalidade, estando também associada a um maior período de hospitalização dos sobreviventes. Apesar dos avanços ocorridos no manejo destes pacientes, principalmente em relação ao tratamento dialítico, a mortalidade permanece em torno de 50% dos casos, podendo chegar a 80% em UTI. Pacientes com doenças cardíacas apresentam risco elevado de IRA, principalmente devido ao comprometimento hemodinâmico, uso de contrastes endovenosos, cateterização arterial com risco de ateroembolismo e o uso freqüente de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (...).
A presença de condições que determinem hipoperfusão e isquemia renal estão diretamente relacionadas com o desenvolvimento de IRA e os pacientes que apresentam redução da reserva funcional renal, em que há redução na taxa de filtração glomerular sem elevação dos níveis séricos de creatinina acima dos valores normais, são mais susceptíveis a desenvolver IRA mesmo com lesões renais de pequena monta. Fatores pré-operatórios e intra-operatórios tais como idade, nível prévio de creatinina, presença de diabetes mellitus, hipertensão arterial, débito cardíaco, tempo de circulação extracorpórea e uso de balão intra-aórtico influenciam o desenvolvimento de IRA (...).

4.1 Uréia e creatinina plasmáticas

Sob circunstâncias normais, a relação entre uréia e creatinina plasmáticas gira em torno de 10-15:1. Como a IRA pré-renal aumenta a difusão retrógrada da uréia filtrada e não da creatinina, a depuração de uréia cai rapidamente em relação à depuração da creatinina. Essa desproporção, que pode atingir níveis de até 60:1, é fortemente sugestiva de azotemia pré-renal. Entretanto, na presença de NTA (necrose tubular aguda) a queda das depurações de ambas as substâncias são semelhantes de tal maneira que as elevações dos seus níveis plasmáticos fazem retornar a relação para 10-15:1. É interessante ressaltar que o aumento desproporcional da uréia pode ocorrer na NTA quando há sangramento gastrintestinal, sepse e terapia com tetraciclina, fazendo a relação voltar a ter valores elevados pela uréia.

4.2 Principais causas

A insuficiência renal aguda pode ocorrer em decorrência de qualquer condição que diminua o suprimento sangüíneo aos rins, que obstrua o fluxo de urina após ela haver deixado os rins ou que lesa os rins. As substâncias tóxicas podem lesar os rins. Essas substâncias tóxicas podem ser medicamentos/drogas, venenos, cristais precipitados na urina e anticorpos que reagem contra os rins, conforme a seguir:

4.2.1 Suprimento sanguíneo insuficiente aos rins - Sangue insuficiente devido a uma perda de sangue, à desidratação ou a uma lesão física que obstrui os vasos sangüíneos; O bombeamento cardíaco é muito fraco (insuficiência cardíaca); Pressão arterial extremamente baixa (choque); Insuficiência hepática (síndrome hepatorrenal).

4.2.2 Obstrução do fluxo urinário - Próstata aumentada de tamanho; Tumor comprimindo o trato urinário.

4.2.3 Lesões no interior do rim - Reações alérgicas (p.ex., contrastes utilizados em estudos radiográficos);
Substâncias tóxicas; Distúrbios que afetam as unidades de filtração (néfrons) dos rins; Artérias ou veias obstruídas no interior dos rins; Cristais, proteínas ou outras substâncias nos rins.

4.3 Classificação


A IRA é convenientemente dividida em três categorias: IRA pré-renal (55% dos casos), causada por hipoperfusão renal sem dano ao parênquima renal; IRA intrínseca (40% dos casos), causada por isquemias e nefrotoxinas; IRA pós-renal (5% dos casos) causada por obstrução do trato urinário; conforme a seguir:

4.3.1 Pré-renal - Contração do volume intravascular; hipotensão; insuficiência cardíaca; insuficiência hepática.

4.3.2 - Insuficiência Renal Intrínseca - Necrose tubular aguda (isquemia prolongada, agentes nefrotóxicos como metais pesados, aminoglicosídeos, contrastes radiológicos); Lesão arteriolar (hipertensão arterial acelerada; vasculite; doenças microangiopáticas (púrpura trombocitopênica, síndrome hemolítico-urêmica); Glomerulonefrite; Nefrite intersticial aguda (induzida por drogas); Depósitos intrarenais (ex: ac.úrico); Embolização por colesterol (ex: pós-angioplastia).

4.3.3 Pós-renal - Obstrução ureteral (cálculo, tumor, compressão externa); obstrução vesical (bexiga neurogênica, hipertrofia prostática, carcinoma, cálculo, estenose uretral, coágulo).

4.4 Sintomas

Os sintomas dependem da gravidade da insuficiência renal, de sua velocidade de progressão e de sua causa básica.
A condição que acarreta a lesão renal, freqüentemente produz sintomas graves não relacionados aos rins. Por exemplo, a febre alta, o choque, a insuficiência cardíaca e a insuficiência hepática podem ocorrer antes da insuficiência renal e podem ser mais graves que qualquer um dos sintomas da insuficiência renal. Algumas das condições que causam insuficiência renal aguda também afetam outras partes do corpo. Por exemplo, a granulomatose de Wegener, a qual lesa os vasos sangüíneos renais, também pode lesar vasos sangüíneos pulmonares, acarretando a tosse com expectoração sanguinolenta. As erupções cutâneas são típicas de algumas causas de insuficiência renal aguda como, por exemplo, a poliarterite, o lúpus eritematoso sistêmico e algumas drogas tóxicas.
A hidronefrose pode causar insuficiência renal aguda em decorrência da obstrução do fluxo urinário. O refluxo da urina para o interior do rim faz com que a área coletora de urina (pelve renal) distenda, causando uma dor tipo cólica de intensidade variável (de leve a excruciante), normalmente localizada no flanco. Aproximadamente 10% dos indivíduos apresentam sangue na urina.

4.5 Diagnostico

(...) A dosagem da concentração de creatinina e de uréia no sangue (produtos da degradação metabólica presentes no sangue que são normalmente eliminados pelos rins) ajudam a ratificar o diagnóstico. Um aumento progressivo da concentração de creatinina indica insuficiência renal aguda.
Durante o exame físico, o médico avalia os rins para determinar se ocorreu um aumento no tamanho desses órgãos ou se eles são dolorosos à palpação. A estenose (estreitamento) da artéria principal que irriga um rim pode produzir um ruído como de uma corrente (sopro), o qual pode ser auscultado com o auxílio de um estetoscópio colocado na altura dos rins.
Quando é detectado um aumento da bexiga, o médico pode passar uma sonda para verificar se ela contém um excesso de urina. Sobretudo nos homens idosos, o fluxo urinário normalmente é obstruído ao nível da saída da bexiga (a abertura da bexiga para a uretra). Conseqüentemente, a bexiga dilata e a urina reflui, lesando os rins. Quando existe a suspeita de uma obstrução, o médico realiza um exame retal e um exame ginecológico para verificar se uma massa em uma dessas regiões pode estar causando a obstrução.
Os exames laboratoriais podem ajudar a indicar com maior precisão a causa e o grau da insuficiência renal. Primeiramente, a urina é minuciosamente examinada. Quando a insuficiência renal é causada por um suprimento sangüíneo inadequado ou por uma obstrução urinária, a urina geralmente parece normal. No entanto, quando a causa da insuficiência é um problema intrarenal, a urina pode conter sangue ou aglomerados de eritrócitos ou de leucócitos. Além disso, a urina pode conter grande quantidade de proteínas ou tipos de proteínas que não estão normalmente presentes.
Comumente, os exames de sangue revelam concentrações anormalmente elevadas de uréia e de creatinina e desequilíbrios metabólicos como, por exemplo, uma acidez anormal (acidose), uma concentração elevada de potássio (hipercalemia) e uma concentração baixa de sódio (hiponatremia).

Os exames de diagnóstico por imagem (p.ex., ultra-sonografia e a tomografia computadorizada) dos rins são úteis. Radiografias das artérias ou veias renais (angiografias) podem ser realizadas quando a causa suspeita é a obstrução de vasos sangüíneos. A ressonância magnética (RM) pode ser realizada quando o uso de contraste (substância radiopaca) é muito perigoso. Quando esses estudos não revelam a causa da insuficiência renal, pode ser necessária a realização de uma biópsia.


4.6 Tratamento

A insuficiência renal aguda e suas complicações imediatas podem freqüentemente ser tratadas com sucesso. A taxa de sobrevida varia de menos de 50% para os indivíduos com falência de múltiplos órgãos a aproximadamente 90% dos indivíduos com diminuição do suprimento aos rins devido a uma perda líquida do organismo decorrente de um sangramento, de vômitos ou de uma diarréia.
(...) O consumo de água deve ser limitado à reposição do volume perdido pelo organismo. O peso corpóreo é controlado diariamente, para monitorizar o consumo de água. Um ganho de peso de um dia para outro significa que o indivíduo está consumindo líquido em excesso. Além dos nutrientes com glicose e com carboidratos altamente concentrados, certos aminoácidos (componentes constituintes das proteínas) são administrados pela via oral ou intravenosa para manutenção de concentrações adequadas de proteínas. O consumo de substâncias eliminadas pelos rins deve ser rigorosamente limitado, incluindo muitos medicamentos (p.ex., digoxina e certos antibióticos). Como os antiácidos que contêm alumínio ligam o fósforo nos intestinos, esses medicamentos podem ser administrados para evitar o aumento excessivo da concentração sérica de fósforo. Algumas vezes, o sulfonato de poliestireno sódico é administrado pela via oral ou retal para tratar a concentração elevada de potássio no sangue.
A insuficiência renal pode ser tão grave a ponto de exigir a diálise, para evitar lesões graves de outros órgãos e para controlar os sintomas. Nesses casos, a diálise é iniciada assim que possível após o estabelecimento do diagnóstico. A diálise pode ser necessária apenas temporariamente como ajuda até os rins recuperarem a sua função, o que normalmente pode levar alguns dias ou algumas semanas. Por outro lado, quando os rins encontram-se muito lesados e a sua recuperação é impossível, a diálise pode ser necessária indefinidamente, exceto se for realizado um transplante renal.
Conclusão
A principal função do sistema renal é auxiliar na homeostase controlando a composição e o volume do sangue. Este controle é realizado removendo ou restaurando quantidades selecionadas de água e solutos.
A insuficiência renal aguda (IRA) é caracterizada pela perda de capacidade dos rins em eliminar água, concentrar urina, conservar eletrólitos e manter o equilíbrio hidroelectrolítico, sendo um problema clínico freqüente.

Por isso é de suma importância obter conhecimento que possibilite ao profissional de saúde, através de uma analise critica/cientifica reconhecer os sinais e sintomas da IRA, bem como suas classificações

Visto que o diabetes e a hipertensão são fatores de risco para o desenvolvimento da IRA, faz-se necessário que o profissional de saúde, principalmente os envolvidos no atendimento da atenção básica, reconheça o seu papel como educador no processo e orientem os pacientes a terem hábitos de vida saudáveis. É preciso conscientizá-los quanto à importância em controlar a pressão arterial através de uma dieta com pouco sal e tomar o remédio anti-hipertensivo conforme a prescrição médica; controlar o diabetes pelo freqüente monitoramento do nível de açúcar no sangue, seguindo a dieta orientada e tomando a insulina ou medicamento oral, se necessário, conforme prescrito pelo médico; praticar exercícios regularmente (quando liberado pelo médico).

Contudo é primordial a promoção em saúde, buscando evitar complicações através da educação e orientação.
Referencial teórico
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ALTMAN, Lawrence K. et al. MANUAL MERCK - 3. Seção 12 - Distúrbios da Nutrição e do Metabolismo Capítulo 137 - Equilíbrio dos Sais Apêndices, 1995. Disponível em: http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec12_137.htm.

COELHO, Tiago H.. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Fisiologia Renal. Disponível em: http://fisiologia.med.up.pt/Textos_Apoio/renal/texto%20renal.pdf.

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26 agosto 2011

HANSENIASE tem CURA – com diagnostico precose e tratamento.

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A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procede da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença.

A Hanseníase apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção no Brasil, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Essas regiões concentram 53,5% dos casos detectados em apenas 17,5% da população brasileira.

Um dos indicadores epidemiológicos mais importantes em termos da sinalização de dinâmica de transmissão recente é a ocorrência de casos em menores de 15 anos de idade.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) em todo o mundo 249.007 casos novos foram diagnosticados em 2008. O Brasil contribuiu com 39.047 (15,7%) desses casos, de acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde (MS).

É uma doença infecto-contagiosa, que passa de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para outra. Possue evolução lenta, demora de 2 a 7 anos, em geral, para aparecerem os primeiros sintomas. Apresenta sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés.
Pode atingir criança, adultos e idosos de todas as classes sociais, desde que tenham um contato intenso e prolongado com bacilo.
Um dos primeiros efeitos da hanseniase, devido ao acometimento dos nervos, é a supressão da sensação térmica, ou seja, a incapacidade de diferenciar entre o frio e o quente no local afetado. Mais tardiamente pode evoluir para diminuição da sensação de dor no local.
Agente etiológico - A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo Hansen. É um parasita intracelular obrigatório, com afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos.


O M. leprae tem alta infectividade e baixa patogenicidade, ou seja, muitas pessoas são infectadas, no entanto poucas adoecem.


Reservatório - O ser humano é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados – o tatu, o macaco mangabei e o chimpanzé. Os doentes com muitos bacilos (multibacilares-MB) sem tratamento – hanseníase virchowiana e hanseníase dimorfa – são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar de cerca de 10 milhões de bacilos presentes na mucosa nasal).
Modo de transmissão - Contato íntimo e prolongado de indivíduos susceptíveis com pacientes bacilíferos não tratados. A mais provável porta de entrada no organismo são as vias aéreas superiores, o trato respiratório. Como o período de incubação é longo, os sintomas, após a contaminação, podem demorar meses, 5 anos ou mais para aparecer, possui um período de multiplicação longo.


Sinais e sintomas dermatológicos - Manifesta-se através de lesões de pele que apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade. A sensibilidade nas lesões pode estar diminuída (hipoestesia) ou ausente (anestesia), raro, mas também haver aumento da sensibilidade (hiperestesia). As lesões podem estar localizadas em qualquer região do corpo, mucosa nasal, cavidade oral. Locais mais comuns: face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. A alteração de sensibilidade é uma característica que diferencia das lesões de pele provocadas por outras doenças dermatológicas.


Sinais e sintomas neurológicos - Dor e espessamento dos nervos periféricos. Perda de sensibilidade nas áreas inervada por esses nervos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Perda de força nos músculos inervados por esses nervos, principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores. Neurite um processo agudo com dor intensa e edema.

As formas de manifestação clínica da hanseníase são quatro: indeterminada, tuberculoide, virchowiana e dimorfa (classificação de Madri). A partir da forma indeterminada, a hanseníase pode evoluir para as demais formas clínicas.

Forma indeterminada - Áreas de hipo ou anestesia, manchas hipocrômicas (manchas claras), com ou sem diminuição da sudorese e rarefação de pelos. Não há comprometimento de nervos.
Baciloscopia: negativa.

Forma tuberculoide - Placas eritematosas (manchas vermelhas) eritemato-hipocrômicas, bem definidas, hipo ou anestésicas, comprometimento de nervo.
Baciloscopia: Negativa.

Forma virchowiana - Eritema e infiltração difusa, placas eritematosas infiltradas e de bordas mal definidas, tubérculos e nódulos com alteração de sensibilidade. Esta forma constitui uma doença sistêmica com manifestações mucosas e viscerais importantes, especialmente nos episódios reacionais, onde olhos, testículos e rins, entre outras estruturas, podem ser afetados.
Baciloscopia: Positiva (basilos abundantes)

Forma dimorfa - clinicamente oscila entre as manifestações da forma tuberculoide e as da forma virchowiana. Pode apresentar lesões de pele, bem delimitadas, com pouco ou nenhum bacilo, e lesões infiltrativas mal delimitadas, com muitos bacilos. Uma mesma lesão pode apresentar borda interna nítida e externa difusa. O comprometimento de nervos e os episódios reacionais são frequentes, podendo esse paciente desenvolver incapacidades e deformidades físicas.

Baciloscopia : Positiva (bacilos raros ) ou Negativa.

Diagnostico – O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, e é realizado por meio da análise da história e das condições de vida do paciente, do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).

Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige exame criterioso, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Recomenda-se aplicar o Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Casos de Hanseníase em Menores de 15 anos - PCID < 15, conforme Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, 2009 (Anexo II).

A classificação operacional do caso de hanseníase, visando definir o esquema de tratamento com poliquimioterapia é baseada no número de lesões cutâneas, de acordo com os seguintes critérios:

PAUCIBACILAR (PB) - casos com até cinco lesões de pele; e MULTIBACILAR (MB) - casos com mais de cinco lesões de pele.

A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), sempre que disponível, deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos como PB ou MB.
A baciloscopia positiva classifica o caso como MB, independentemente do número de lesões. Observe-se que o resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de hanseníase.

Tratamento - O tratamento da hanseníase é ambulatorial, utilizando-se os esquemas terapêuticos padronizados de acordo com a classificação operacional. Sendo: Paucibacilares: rifampicina, dapsona; Multibacilares: rifampicina, dapsona e clofazimina.
O tratamento é um direito de todo cidadão e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde SUS.


Vacina BCG - Aplicação da vacina BCG-ID nos contatos intradomiciliares, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, independentemente de serem PB ou MB, depende da historia vacinal, com as seguintes recomendações:
Sem cicatriz – prescrever uma dose.
Com uma cicatriz de BCG – prescrever uma dose.
Com duas cicatrizes de BCG – Não prescrever dose.

Prevenção de incapacidades - A prevenção de incapacidades é uma atividade que se inicia com o diagnóstico precoce, tratamento com PQT, exame dos contatos e BCG, identificação e tratamento adequado das reações e neurites e a orientação de autocuidado, bem como dar apoio emocional e social. A avaliação neurológica, classificação do grau de incapacidade, aplicação de técnicas de prevenção e a orientação para o autocuidado são procedimentos que precisam ser realizados nas unidades de saúde.


Estas medidas são necessárias para evitar seqüelas, tais como: úlceras, perda da força muscular e deformidades (mãos em garra, pé caído, lagoftalmo). Recomendam-se o encaminhamento às unidades de referencia os casos que não puderem ser resolvidas nas unidades básicas.
Indivíduos após 15 dias de tratamento ou já curados não transmitem mais a doença.
Indenização às vítimas no Brasil.


De acordo com o decreto federal 6.168, de 24 de julho de 2007, os pacientes internados compulsoriamente e isolados em hospitais colônias de todo o país, até o ano de 1986, terão direito à pensão vitalícia mensal no valor de 750 reais. Para receber o benefício, os pacientes precisam apresentar documentos que comprovem a internação compulsória e preencher um requerimento de pensão especial. O recurso será pago pelo INSS.


CONCLUSÃO
A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer graves conseqüências para os portadores pelas lesões que os incapacitam fisicamente. O tratamento é longo e deve ser seguido conforme orientações médicas, pois o abandono pode resultar em reinicio do tratamento ou complicações incapacitantes.
O tratamento é um direito de todo cidadão e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS.

REFERENCIAS


BRASIL. Hanseníase – CID 10:30A. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual_hanseniase.pdf
BRASIL. DECRETO Nº 6.168, DE 24 DE JULHO DE 2007. Brasília, 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6168.htm.
MINISTÉRIO DA SAUDE. PORTARIA Nº 3.125, DE 7 DE OUTUBRO DE 2010. Brasília, 2009. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_n_3125_hanseniase_2010.pdf.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de procedimentos técnicos em Hanseníase Baciloscopia. Brasília, 2010. Disponível Em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_hanseniase_10_0039_m_final.pdf

MINISTÉRIO DA SAUDE. Vigilância em Saúde: situação epidemiológica da hanseníase no Brasil. Brasília, 2008. disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_novembro.pdf

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